quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Passos

Caminho numa rotina um pé à frente outro atrás, caminho todos os dias em gestos repetitivos, cabeça levantada em ausências de assunto, privações de rumos em rotina, ao continuar os meus passos na medida certa através de um pé e do outro. Não existe luz no meu olhar apenas fixo para a esquerda e direita de cabeça erguida numa batida desconforme, revejo-me em tudo que me rodeia.
Numa mão estendida como a minha vida se estende ao longo dos anos e, em olhar desmesurado paro, num olhar de reflexão daquele rosto que continua mendigando imune às questões evidentes do passado porque não sente vontade de atingir a meta ficando pela vanguarda de percursos erróneos ignorando metas que podem fazer sorrir mas nem sempre chorar. Evidencia o sangue que vai pela minha alma, respirando o inconsciente do meu ser, vi tantas lágrimas naqueles olhos de mão estendida, ficando a dor sem explicação, segredos de palavras estúpidas que não pretendo entender e, escrevo porque não consigo alcançar meus passo nesta terra que gira, o sol nasce e, a chuva passa ficando a letargia transformada em bonança.

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