Sinto uma indecifravel tristeza, tudo o que faço ou falo é intemporal, reprovável, já não sei por onde vou ou estou.Sinto-me um parasita, sem prazer de vidas, sem sentir o meu viver e choro desalmadamente o meu existir que nunca devia continuar, receio que deixe de respirar mas não de viver, o prazer de sonhar foi-me "roubado" naquele dia em que o telefone tocou, em que eu sai de casa a correr, em que me deparei com o teu corpo inerte num corredor do autobus, como se do corredor da morte se tratasse e, para mim foi mesmo o teu o meu corredor de morte, a tua ao deixares a terra, a minha ao deixares-me num desamparo moribundo de sofrimento não superável, por mais que ria, por mais que brinque que descontraia que me abstraia de tudo e de todos, que enfie a cabeça em todas as loucuras e doideiras saudáveis em entretimentos de escritas, apenas sei o raio de falta que me fazes, não a falte de homem mulher mas aquela falta de companheirismo de partilha de nos sentir-mos numa sentonia sabendo quando um estava bem ou mal tentando protegermo-nos em abono de amizade e amores sinceros.Via com os teus olhos tu vias com os meus, o entendimento dos nossos corpos e sentidos eram como sons de balsas deslizantes em vestidos de sedas e essas sairam rasgadas em mágoas de perdura em tristezas de movimentos porque deixei de sentir de ouvir passando a tormentos de vida, por mais que eu queira viver a tristeza irá pairar no meu Eu em tua lembrança enterrada num pedaço de terra onde todos os dias o Sol te ilumina enegrecendo naamargura infinita o meu ser desventurado nesta vida terrestre.
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