terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Camuflagem de vida

Ele/a se esconde num corpo muito menor que sua alma... Fica ali, apertado sofucando com sua alma. Morando dentro de um corpo que não lhe cabe. Uma alma tão grande, presa em matéria tão comum. Deveria ter vindo a luz a água ou som. Poderia ter vindo vento para espalhar esse tom. E, rasga essa felicidade na boca. Rasga essa coisa contida. que é tão condensada em ti... Vai e, rasga mesmo essa displicência eterna... Que camuflas no teu ser etéreo. Submissão ao que o teu ser decide. Áh mas isso é só no cinema. Arte que se aplica a ele. Que dirige produz e contracena. No filme sou eu que decido. Eu sou letras, sou palavras Soltas ou arrumadas. Sou um invento um contentamento sem cor. Sou o que não tinha que ser, ou se tinha, quem vai saber? Sou cheia de coisinhas minhas Que aprendi a na vida a arrumar em caixinhas e, é isso o que eu sou, gente mal trapilha, sem eira nem beira ao longo do caminho procuro um destino. Logo penso que encontro, no deserto do meu ser vejo sorrisos tristes e, sonho com o teu aparecer. Desvio o sonho, como rampa retardada sinto a alma em folgo, de desilusões do nada busco a imensidão de um olhar sem ver sonho na paisagem de um dia me erguer... Neste espaço antevejo a minha tristeza infinita envolta num sentimento de angustia, num remoinho gigante de espiral tortuosa e, apenas sei que o meu comando é estar sorrir e chorar... Lágrimas em sonhos esbatidas, no meu ser, cansado de uma cidade, sabendo que jamais sorrio num existir a meu ver!.. Sei que derivo do quê e do nada, na ilusão do sentir ao reviver as "pancadas" de vidas de sonhos e misérias, num estreitar de abraços… que jamais me tocaram. eu sonho, eu sinto, no amorfo da memória que se sobrepõem sentidos e sentimentos, esses ficam os outros voam... Como eu adorava voar, sentir em ti o resfolgar da liberdade sabendo que tudo o que escrevo apenas me trás imensas saudades, daquilo que fui e, já não sou, fugindo do reais desperdícios em vida acordando para uma miserável realidade!.. Tristezas sentidas num corpo apagado como tocha adormecida na liberdade da vida.

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