quinta-feira, 6 de maio de 2010

Perdoa!!!! Amigo de um ano...

A tristeza espelha o meu Eu, a angústia que aperta o meu peito ensombra a dor num sentido megalómano de um desaparecimento maior, revejo a minha triste certeza numa revolta de um viver que não tem significado o Eu existir, o sofrimento faz-me afundar num porto sem-abrigo, expandindo-me em ondas que se vão espargindo no meu mar de lágrimas, essas escorrem pelo meu rosto, rosto formado em sulcos de sofrimento desfigurando a fisionomia que um dia poderia tudo mas que hoje nada é. O sofrimento reside no meu interior a mágoa, magoei quem não devia, não sendo índole minha por educação e formação não ser tão agressiva e sarcástica mas, a revolta da leitura interpretativa da escrita levou ao descambar da situação. Abomino afirmações falsas, abomino escritas sem o seu quê de verdade quando dirigido há minha persona sendo que e, reconheço salta-me a tampa, param os carretos do meu cérebro, explodindo algo do meu córtex reptiliano, ao qual eu chamo defesa inconsciente de um ser que por ser demasiado simples e não ver maldade num mundo que é feito de crueldades, mesmo assim ainda vou acreditando no ser humano. Sofro por ser tão puritana, confiar demais, dar demais de mim mesma e, acima de tudo acreditar que vivo em sociedade e que esta não é maldosa, mas a maldade do ser humano ainda não foi assimilada por mim, mesmo neste navegar de vida, existem pessoas que a meu ver não são más apenas são aquilo que a sociedade as transformam, pelo meio em que se inserem, outras pela própria vida que levam ou pela fuga do alheamento em tempo real, refugiando-se em outros mundos outras crenças ou até mesmo num subterfúgio irreal, acreditando apenas no que querem ver ou lhes é impingido como as águas correm para o oceano, eu corro em águas contrárias sem nexo e atino, tentando entender-me mas em desatino navego sem chegar a bom Porto. Apenas recuso a voltar a sofrer a ser castigada a ser fechada, a reviver tudo aquilo que desencadeou todo este mal em mim porque se voltar a acontecer é porque estou louca e no meio de tudo acabarei por não saber sobreviver acabando comigo mesma. Peço desculpa a quem ofendi o porquê contínuo sem o saber, causas, efeitos, é comparado como a noite escura que envolve a minha massa encefálica onde por mais que escave não encontro justificativa. Prometer que não volto a fazer não posso, se falho, chama-me a atenção mas, sem humilhar, sem ofender, sem acusar, agradeço que me oiças se tiveres ouvidos, porque pelo que vejo só ouves os teus pensamentos, inato no ser humano ouvir-se a si mesmo sem reconhecer que também erra. Eu errei, eu erro e, pela vida fora errarei muito mais, mas nesta reaprendizagem, tentarei canalizar para o menor dos erros, ofender-te, perdoa.

Sem comentários:

Enviar um comentário