Um dia após outro e, passou um ano aquele que eu no meu cândido pensar coloquei-a em primeiro lugar, a esperança, essa mesma, já não pertencia ao meu vocabulário, há algumas “luas” de uma era estrelar que obstinou o meu ser num inicio sonhado sem um amanhã…o hoje, um final amargo como fel, um desprezo escondido numa covardia muda, a tua apenas, és como um caranguejo gigante com muitas carapaças que não passam de mistificações de uma vida sem escrúpulos, que se abrem as tenazes para cortar os âmagos de quem nada exigiu, simplesmente tentou por pouco tempo, mas tentou, ser feliz…Não apregoo, não defendo religiões de bondades excessivas, a laicidade no seu conjunto faz o meu Eu…
Eu não te entendo, faz doer, prefiro desprezo, mas esse provocaste-o tu, desprezaste as festas que te fiz, ao esticar a minha mão para te acariciar o rosto, não consegui desenhar o mapa de estrada.
Aquele que poderia entender cada socalco, cada lomba, cada passadeira, nas curvas acentuadas de tristezas que tentei suavizar mas até isso me negas-te, não me quis impor, apenas compreender que ao redesenhar com os meus dedos um suave toque em arco para suportar contigo essa dor num declive que vem ao meu encontro e, tento o amparo, recusas, insisto nessas linhas que se mantêm quero estender as minha mão por esse rosto e envolve-lo em carícias suaves como uma canção de embalar cobrindo-o com todo o meu carinho, para que com carícias indefinidas se consigam dissipar.
Se porventura nele, rosto sentires as agruras do tempo, do vento, tentarei inserir brisas de um afectuoso suspiro num retorno de doçuras transformadas em ternuras, para a tua pele se deixar suavemente absorver levando-te em sopros cativados envolto na brisa de desejos desfeitos, vendo o irrealismo do teu viver que te vão conduzindo ao isolamento, esse que vives actualmente, desprezando e vivendo num mundo escondido no sonho da tua mente num mundo que é só teu, mas continuo a percorrer teu rosto querendo mais que nunca dar-te um carinho porque esses negas-mos implorei-o e, esse tu desprezaste, tentei pelos traços da tua cara conduzir-me numa contradição meramente de palavras envolventes para me voltar a perder.
Quero redefinir o mapa do teu rosto, dos teus lábios, numa expressão de um beijo dado e que te façam traçar um encontro de anseios e felicidade. Assim traçarei a estrada, o caminho desenhado num conjugar em vontades de uma contradição meramente de palavras envolventes tentando perder-me em ti e por ti, nesse mesmos quero redesenhar a felicidade num sorriso reflectido abrindo o caminho que me farei levar e acima de tudo que a estrada não seja apenas uma lima ilimitada, seja o Eu o Teu o mundo para nós, no beijo esquecido sorrindo ao mapa que nos reconduziu.
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