domingo, 20 de junho de 2010

Deixei de acreditar que o que sempre foi, mude algum dia Deixei de acreditar que a minha sanidade mental é imutável Deixei de acreditar na minha memória Deixei de acreditar que consigo sempre conter as lágrimas Deixei de acreditar no romantismo Deixei de acreditar nos contos de fadas Deixei de acreditar no meu país Deixei de acreditar nas amizades para toda a vida Deixei de acreditar na incorrupção Deixei de acreditar que o atingimento dos meus objectivos depende só de mim Deixei de acreditar que hoje é melhor que ontem e que amanhã será melhor que hoje Deixei de acreditar que o feio se pode tornar bonito Deixei de acreditar na religião Deixei de acreditar que o trabalho dignifica Deixei de acreditar no altruísmo Deixei de acreditar nas certezas absolutas Deixei de acreditar naquilo em que sempre acreditei!

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