Foi um dia cinzento, como o frio gélido do Norte da Antárctida na minha alma que transborda em flagelos de icebergues divagando por esses mares do pensamento num degustaste sabor amargo.
Quis ser tudo desde o vento ao sussurro, mas fiquei no caminho deambulando em amnésias de pensamentos que me vão contaminando o meu censo comum, questionando o porquê e dos quês, nesta v viagem sem retorno que me envolve o ser.
Olho o horizonte e antevejo o teu olhar perdido em algures, na busca insana do tu e do eu, mas onde estás onde andas, busco como o faro apurado de um cachorro abandonado procura o que é seu por direito, encontro o espelho da desilusão da perdição e acima de tudo o grande espelho da maldade feita pelo homem, desfaço-me em lágrimas de prantos desconexas que nem sei porque correm por meu rosto, ou seja pela vida, pelo que perdi e perco e, acima de tudo porque não sei ser maldosa.
Lamento o filho/a ser criado sem pai, a criança abandonada, o desfasamento dos lares e a destruição do ser humano ao meu redor, ninguém é mau, apenas somos filhos das circunstâncias estas maiores ou menores, abraçaria tudo e todos em laços de ternura e de dor, a dor de não ter não dar e acima de tudo a dor de nada poder fazer.
Olho a imensidão azul do firmamento carregado de nuvens que se transformam em preocupações de vidas, sonhos desfeitos e, nem o rebrilhar de uma estrela a especial que rebrilha de quando em vez nos nossos corações consegue retirar o gelo imposto pelo momento do meu sossego, sem alternativas de sonhar de viver e dizer valeu a pena ser algo ou alguém, o vazio abunda na metamorfose da vida.
E neste descambar, sem esperança de voltar a ser algo ou alguém que realmente transporte a alegria de outrora vou entretendo os meus dias a olhar para o firmamento sonhando que um dia as estrelas serão azuis deixando de brilhar para alguns mas abrangendo todos, num clima de paz, igualdades em fraternidades de darmos as mãos e dizer valeu a pena eu ter passado neste espaço, o MEU
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