sexta-feira, 15 de maio de 2009

falsidade

Acreditei que um dia podia ser um olhar um sorriso preso dentro do teu, ignorante que foste, ilusão desmanchada, tortura esfarrapada, para conseguires os intentos. Mentiras dolorosas que fizeram crédito no meu pensar, dúvidas sem nexos ao deixar-me embalar na doçura das palavras que fizeste eu acreditar, sabes a mel, mas doce não és, o teu mel é de fel, fabricado por ti, não coloques as obreiras em tal obra, essa não foi perpectuada por elas, foi feita por falsidades humanas, desencontros e encontros de palavras de seres apenas com uma finalidade, desejo por parte de um carinho esbatido em bofetões desencontrados arrancados em sorte esmurecida. Lamentos cegos de dor, de desejos escondidos nas mágoas do meu Eu, ternuras destroçadas e fingidas, leituras erradas nos sinais da vida e grito falsidade em tudo o que fizeste no que disseste, apenas acredito no desejo sentido dos corpos juntos delirando o sabor do encontro repensando no amanhã e, no hoje em silêncios de mágoa e na falsidade existente, no silêncio do teu abandono na tristeza ardente de lastimar o meu deslumbrar ilusório, que só fui eu que tive a insensatez de transformar o que não pode ser transformado, confiança cega sem te conhecer ou não. Choro por mim e por ti, por mim pela ilusão no desengano de vida em que fizeste novamente acreditar, por ti ao não souberes ser homem mas pensas que o és, um grande homem, até podes ser, mas na exploração de aproveitar os sentimentos de quem foi puro e honesto contigo, qual copa de árvore abandonada pelas intempéries e se mantém firme aguardando o raio de sol onde poderás reaquecer o explendor do teu Ego falso, e eu, demente esperando em ansias de ternura a palavra o abraço a loucura de reviver novamente no sonho embalado em demagogias de falsidades, que te revelaste.

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