terça-feira, 19 de maio de 2009

Renascer

Onde te escondes na luz da madrugada, não te encontro, vagueio o meu olhar como um piripampo sedento no caminhar refulgurante de uma aurora e, busco e rebusco na serenidade de um ser estranho sem almejos de vidas em desejos inacabados de um sentir tropego na melâncolia do resfulgar direcional de sentir na propensão de ser e estar, caminho ao encontro da luz que se devanece ao iludir o dia serpenteando como um rio de águas cristalinas onde tu e eu nos deliciava-mos em banhos de cristalinos como crianças. Sonhos que eram nossos desfeitos como papagaios atirados ao vento, em qualquer solesticio de Verão ouvindo canções de embalar onde enchia as ilusões do nosso eterno cambalear bebados e sedentos do Tu e do Eu. Que fizemos de tais sentidos, hoje mal lembrados enbrutecidos pelos caminhos de vidas, dispersos no lugar e no tempo, memórias comtemplando o tempo, na inércia dos seres mal acabados que fomos, que somos e, só nos resta o relembrar, apenas esse desejo que fica na mente e nos mortifica, não dando conta que caminhamos sós, apenas ouvimos o nosso susurro, olhando à volta como se figurantes se tratassem de um outro tempo de uma outra era, de sonhos descabidos num monte de quimeras e, quando queremos a reviravolta tudo se acaba, voltamos a cair na realidade, sentindo o destroçar de nossas vidas de sonhos os quais não podemos modificar, como de histórias se tratassem. Vivemos no espaço, no tempo da lembrança do tudo e do nada, já falha algo, a juventude, o pensar na alegria das ilusões mas, a falta de abrir os braços e querer conquistar o mundo, no teu Eu e ser feliz, esse ainda não se esquece, nem desapareceu, vive presente querendo e conquistando, aos poucos de cada vez, subir ao monte mais alto e olhando para o pequeno rio onde tantas e tantas vezes mergulhamos de cabeça estonteada pelas emoções do momento cheios de energia, correndo e brincando em salpicos de felicidades ao dar-mos as mãos gritando em ecos sonoros do prazer de estarmos juntos como fossemos um só ser. O que sentimos jamais se esquece, o desabrochar o descobrirmo-nos mútuamente o sonhar dormindo e acordado em unissono como de um bando de pássaros se tratasse, fugindo em demandada porque chega o caçador e aponta umas espingarda ao debicar o fruto proibido como de Adão e Eva se tratasse. Pecados do nosso tempo hoje reverdejos de vidas de saudades efémeras desfeitas no tempo no espaço, ficando na sonegação do realmente existe ou não, só tu e eu como actores poderemos afirmar quiçá, a existência de tais atitudes não passando de pós em nossas lembranças, como de sapatos velhos se tratassem sendo enviadas para os fundos dos baús de memórias, arrumadinhos em gavetas das nossas mentes e, num gesto tão simples, ao dar-mos as mãos, num beijo, num sorriso, fazendo-nos olhar o grande rio onde fomos o inicio mas não o fim.

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