sábado, 18 de julho de 2009
ZIP-ZAP-ZUP
Olho ao redor destas paredes que me relembram cruzamentos de vidas sofridas em sôfregos de paixões, olho para a parede fria do quarto onde outrora te via reflectido no espelho da paixão que foi arrefecendo até se tornar no amorfo do nada, pela tua súbita ausência permanente, ditada por alguém superior a mim, a ti e ao mundo que nos rodeia.
Levaste um pouco de mim, a minha alma ficou presa no teu eu no espaço cibernético onde hoje navego num mar de emoções deambulantes de um coração desfeito em lágrimas e tormentos em derivações de vidas.
Partiste deixando-me na ausência do inexplicável do imenso sofrimento de saber que te foste sem causa, sem despedidas, apenas foste, partiste para uma galáxia tão distante como os meus pensamentos de revolta porque me deixas-te num abandono de morte e, mas essa foi tua, sem te poder dizer o raio da falta que me fazes, dores escondidas num sofrimento constante calando a minha alma no silencio fulcral do meu ser, fazes-me falta, mas sei que não voltarás mais e a revolta continua pela súbita partida do teu ser repentino, não só material mas, éramos um tudo num todo.
Amei e voltaria a amar-te se voltasses… sei, que é de todo impossível. O que partilhamos fica envolto em silêncios, é difícil imaginar, voltar a reviver, sinto uma falta danada de ti e, no meu silêncio de solidão imagino o teu sorriso iluminando os teus olhos da cor do azul celestial rodeados por esses cabelos despenteados em emaranhados de caracóis da cor das areias do deserto, que eu ainda mais despenteava ao acariciar-te e, num ZIP-ZAP-ZUP foste em abandono de vida sem ao menos me dares um beijo de conforto em despedida sentida nos nossos corpos envoltos em carícias ardentes que só no meu ser irreal da envolvência destas paredes antevejo.
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