domingo, 29 de novembro de 2009

Dor...

O meu grito lacinante acordou todo o espaço, as estrelas vieram ao meu encontro, num sorriso de cinco pontas, nelas vi nascer a aurora e o despontar daquele azul onde eu estendi as minhas mãos brincando com núvens, eram brancas e cinzas envolvendo-me nos seus braços onde me embalaram cantando-me aquelas lindas canções de embalar que tantas vezes sonhei que alguém as cantou ao embalar o meu berço, mas apenas o sonho fica na saudade seno esta a dura realidade.
Nunca fui embalada, nada me deram, fiz-me por mim, apenas penso que tenho de agradecer por sobreviver, mas nem vontade para isso tenho, pontapeada por esta vida, sentindo-me incompreendida, por tudo e por todos, defeito meu talvez, por vidas desgastadas e encontros de vidas esvaidos do nada, arrastando este grito transformado em dor e sofrimento num sepulcro de isolamento, confinando-me ao tempo de um espaço esperando o sopro de não voltar a respirar.

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