Sendo gente e numa vertente de pensamento tenho o péssimo habito de pensar, pensar demais, o idealismo que me envolve vai além do meu eu extravasando o que sou.
Palavras singelas atiradas ao vento envoltas num furacão de sentidos que fazem rodopiar a pureza dos sentimentos que vão habitando dentro do córtex cerebral, arquivo-os mas, o mental abona sobre a vontade, mesmo sendo esta de ferro, não alcanço, mantendo o silêncio, patenteado num gesto, num sorriso envergonhado ou até mesmo num olhar confundido de lágrimas num sentir de alegrias, tristezas que se misturam em noites escura como breu.
O sol despertou lá no horizonte, apenas não desponta no meu que irreflectidamente navega num deambular ambulante sem ver ou fazendo que não quer ver, sentir, sorrir, amar, e viver!…cansaço sentido num agridoce de sofrimento de martírio sobejamente humano.
Desaprendi a andar no rumo, conturbando o certo pelo errado num desacertado pensar, confundido o negativo pelo positivo deixando de lado o pensamento da vivencia envolvendo este em frases sem resposta de liberdade, emoção, vida, medos, tristezas, segredos e, não obtenho contestações a todas as perscrutações desta mente em derivações.
Em cada frase as palavras saltam da minha alma, parecendo um borrão nas cores preto e branco, azul e o roxo confundem o meu olhar causando resistência com o branco insulso que se actualiza e modifica simplesmente ao pensar no incondicional valor da companhia indiferente de um esforço em pedaços salpicados de desejos, picantes, como uma linha ténue de volúpia e, sem puder ousar na provação do teu mel do teu céu do teu véu, nada é nada pode, apenas para sempre inteiramente em fragmentos matizados em mistérios que me infernizam o ser de te querer num apavorar que me faz indagar até resistir, numa inocência retida de exício.
O dia clareou a noite foi-se mas penosamente a razão é constante num pensar mistificado que mais uma noite virá.
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