Na existência de vida quer queira ou não e, numa tentativa sublime não deixo de experimentar que estou longe daquilo que desejo assimilar, no meu mundo a insciência impera mesmo num esforço incessante em acumulações inactivas dentro de mim, numa fátua noção de fórmulas, narrações, normas especulativas, que sustentam estas permanecendo na ignorância de mim - mesma, incluindo o mais despretensioso desejo, o tremeluzir um olho, o estalar o dedo, num sorriso de um abraço manifesto em carinhos de mil beijos, desmanchados pela terra que piso como um filho que levo em braços de embalos.
Para que serve o embalo para servir ou ser servido por mim? Questiono-me sem querer respostas, opto ser a camponesa que beija a terra, que a lavra num sentido mecanizado em artesanato irreconhecível como o pescador, que nada tem mas afinal tem tudo num raiar de um simples abraço num piscar de olho reaparecendo um sorriso matreiro, numa sede de conhecimentos como tivesse ultrapassado o maior desafio da sede da procura num saber do conhecimento milenar em existências de um saber tudo o que é o que foi e o que irá ser, apenas não sei amar.
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