terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meu Mar...

Quis navegar naquele navio que na minha mente de navio nada tinha, vi as velas levantadas ao vento como o vento da minha liberdade que me leva em sonhos para a pertinência do pensamento esse dilúvio de sentidos que nos empobrecem o espírito e a consagrada alma. Ondulei em ondas desertas num saborear de espumas brancas num raio de estrelas que sorriam para mim esbatendo-se em sôfregos suspiros ao rebentarem nas areias brancas do meu pensamento refulgindo num sol que se enobrece dentro da minha singela incompreensão começando a queimar o meu horizonte cansado de não ver. Versando em canções de embalar de um amarelo de ouro que vão sufocando as cores do meu arco-íris, projectando-se no meu delirante pensamento onde projecto este barco navegando, conto as estrelas como debutantes no céu estrelado andando entre os “pés” sussurrantes para não acordarem a minha lua que, por sinal, se encontra encoberta por aquela cortina escura que lhe coloquei sem sentido, quis a escuridão total para pensar no impensável, sonhei com o impossível e, acordei com as mão estendidas pedindo compreensão. Não sou mais eu, domino a minha alma sem dominar o meu sentido de ser num existir que só no imaginável consigo te atingir colocando o final do ponto onde cheguei tentando partir.

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