terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A camisola verde!...

Hoje, olho para traz e revejo o que fui…fiz…o mal feito ao meu ser… O que me tornei, o desmazelo que foi viver corroída com esta mazela, Relembro, a ligeireza de correr ao teu encontro, o medo me fez ser ainda mais forte, lançar na loucura que hoje reprimo, por tudo, pelo uso e desuso, o servir e deitar fora, porra se eu fosse preservativo era látex, sinto o não palpável objecto do usar e deitar fora, comparando-o ao vidro quebrado em pedaços. Vou apanhando pedaço em pedaço e coloco no recanto, aquele recanto onde me colocaste nem sabes onde, mas eu descobri, mesmo ao lado está um outro deve ser a tua colecção, reconheci o teu cunho, a mesma maneira de actuar, não mudas mas queres mudar os outros e os outros são inúmeros. Aí incautos caminhos calcorreados em pés descalços, de seres sem vidas, nuns olhos amortalhados de cunhos transformados em incertezas. Abracei-te num sentir de apoio, agarrei-te como me agarraria ao último sopro de vida se fosses capaz de me salvar, perdi-me nos teus braços, abraços, carinhos, apenas não me perdi na tua camisola puída verde, sim verde lembro vem mas, desmaiada pelo tempo gasta, rota nas axilas mas era o teu talismã, de crescimento em guerra, percursos, acompanhamentos e sonhos, levaste-a contigo numa protecção de quê ainda me questiono, porque te questionei, posição de um queres a camisola verde rota… Pensas e, desculpas de quem é apanhado na rotina de uma falha e, em ligeireza do sonho ao salvar a tua camisola, salvo-me a mim mesma, fui-te comprar outra está na prateleira nunca ta ofereceu, fica a lembrança de ser verde mesmo desmaiado, numa recordação de um limite como sombra que és e tentas ser no meu sorriso, ao retornar a ter confiança em mim, no teu Eu não, a crueldade que espalhas fere mais que mil pontapés e, esses estamos habituados são os da vida. Parafraseando, vivo há Segunda morro ao Domingo e sou enterrada ao Sábado, em todos os dias me despedi de ti e da camisola verde insubstituível, mesmo rota ensinou-me a ter esperança.

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