quarta-feira, 17 de março de 2010
ilusão
Encontrei-te num desânimo de um amor desencontrado em busca do ser que algum dia pensas-te ser teu, ilusão da tua mente e, na divagação do meu eu te digo, tu não és de ninguém nem ninguém é de ti ou te pertence.,
A posse já foi, num tempo numa aurora que se fustigou numa tempestade de montes uivantes circulando pelo espaço que tu habitas e eu tive a infelicidade de cruzar como ser humano, pelo que vejo se fosse planta era muito mais amada… (pensamentos desta cabeça esvoaçante) …
Vou caminhando por uma ruela envolta em sombras, ando, arrasto-me assim sou obrigada e, na minha mente apagada de emoções apenas paira a tristeza, aquela tristeza bem profunda de dor no afligir de um coração humano, tento olhar ao meu redor mas apenas me apercebo que tudo ainda é mais triste que eu… neste sonho de procura, que eu nem ainda sei o que busco, a vida, o ser ou o amor, isto se ele existir…nesse desacreditei há muitas luas, o amor não é constante varia em contas e medidas faltando a essência de flutuar no raio da mente bloqueando o ser humano…bem o percebo quando acontece, na identificação de um sentido descoberto por sentimentos de uns seres oportunistas na busca de um resumo ao acabar a pagina fechada do livro que acabaste de ler, o da vida e, esse muda no seu dia-a-dia numa certeza sem fim.
Relembro o dia em que me ofereceste o livro, chegas-te com ele debaixo do braço, o mesmo braço que tantas vezes me abraçou e amparou na tortura de um sofrer doentio, sim doentio, esforço a mente e o que vai passando em flagras de memórias reaquece um coração que actualmente se encontra parecido com o iceberg, sorrio neste recapitular de lembranças, comparo o que fui o que sou e, no que me tornei agradeço o percurso não o destino e esse bem ou mal é o meu sendo o final indefinido pela diferença entre o viver e sobreviver, vegetando sobre o irreal até ao fim da vida.
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