sexta-feira, 9 de julho de 2010

Grito depenado.

Hoje a terra não girou o sol não brilhou o mundo desabou, num meio de incertezas que me envolvem sem eiras nem beira e, eu cansada estendo as mãos há noite enegrecida despontando ao longe a estrela que faz brilhar o meu olhar, essa eu consigo ver na ilusão da minha mente idealizo o meu horizonte, o meu mundo irreal num planeamento de cruzamento de vida a terrena e a espiritual, essa que me deixa baralhada e super dividida, querendo ou não dividir os pensamentos arreigados na infância desacreditando os mitos incorporados nesta massa encefálica que vai perdendo neurónios de assimilação onde questiono as reviravoltas de um mundo que vejo despencar sem poder ajudar. Lanço o meu grito de alerta num silêncio mudo de espanto ao constatar os horrores as mentira as indignidades e, acima de tudo o roubo. O roubo de viver condignamente, num fosso colossal de diferenças humanas e acabo por encaixar que ou sou demasiado ingénua ou acredito ainda em anjos transformados em demónios, esses que nos gritam aos ouvidos num canalizar mental do que se pode fazer num e no mal. Mas o sol não brilha e, nesta escuridão mental o meu Eu vai sendo destruído fazendo com que deixe de acreditar que não vale a pena continuar a viver num desalento sem brilho. Espero pela estrela guia, numa esperança vã de viver em justiça sendo que, ou reciclamos quem nos comanda ou aparecerá um novo redentor Português “Deus nos acuda” num grito mudo de esperança de mudança.

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