segunda-feira, 29 de junho de 2009

Olhei para tuas mãos estendidas, mãos pequenas engelhadas da labuta do trabalho árduo, teus filhos mesmo esses nem querem saber se estás bem, a doença não pode vigorar nesse teu corpo franzino de olhos brilhando como carvão de pálpebras engelhadas onde se lêem os muitos anos que te acompanham, ao ver a tua pequenez quis abraçar-te, dar-te um beijo em cada ruga para estas me contarem cada história que esconde em sofrimentos alegrias, quanto mais me aproximava mais distante te enxergava, procurei-te entre a multidão, no espaço dos sentidos e de mãos estendidas, ao virar-me caí no chão no meio de uma nuvem de almofadas, realmente so em sonhos consegui ver as mãos que me embalaram...

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