quinta-feira, 9 de julho de 2009

Alma em tempestade

Podia ter sido mas, nem sei, errante que sou deparo-me com um mundo de tempestade onde um raio me atingiu, transportando-me para um mundo mágico, o mundo do sonho. Sonho que era meu, roubado em quimeras de primaveras junto do charco onde tantas vezes ouvi o coaxar das rãs/sapos, deleito-me com os sons dos uivos do vento com se me cantasse uma canção de embalar e de repente me abanasse não deixando adormecer a emoção ao ouvir num silvo o cantar em uníssono da passarada que segue em debandada no impulso magnético dos sons das tempestades, relâmpagos cruzados raios brilhantes que os meus olhos cansados não se cansam de ver. É lindo! Ver aqueles clarões que mais parecem, os foguetes rasteiros que sobem como bolas de fogo em arco-íris colorido sobre o rio da minha cidade, extasiada e embevecida não despregava o olhar até ao último ponto de luz, onde bandos de pombos desorientados esvoaçavam ao som dos morteiros anunciando o final do arco-íris de cores deslumbrantes caindo em raios de lágrimas na tempestade da minha alma.

1 comentário:

  1. Simplesmente divinal: uma escrita que entra nas nossas "entranhas", aconchega-nos e faz-nos sentir bem... genial, parabéns rapariga, explora este dom, este filão de emoções

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