quarta-feira, 8 de julho de 2009
Fazes-me falta
Sozinha me encontro querendo ir mais para o além, o medo não me deixa avançar encontro escuridão as estrelas que tantas vezes me iluminaram esconderam-se envergonhadas pelo meu olhar profundo onde se poderá ler a revolta, medos fúria, desavenças, raivas e, que raivas suavizadas pelos meus actos fingidos no meio da multidão que me acompanha.
Só serei eu na plenitude do isolamento onde me deleito ao saber que só tu me vez, olho esse firmamento de estrelas, (aqui não se escondem), e identifico-te pelo teu brilho/sorriso, teu olhar da cor do firmamento esbatendo-se ao longe num mar de ondas rebentando numa inglória labuta do vai e vem de pontas soltas prendendo o meu olhar no teu, ofereço-te as minhas derradeiras horas finais mas não as queres, estendo as minhas mãos implorando-te para me deixares ir, aqui nada faço peso à terra sombra ao sol, esse que nem sequer me aquece por muitas horas que eu me vire aos seus raios também tem uma vergonha desmedida e leio nos seus raios tenho viajantes que cheguem.
Pareceu-me ouvir-te no meu ouvido, não chegou a tua hora e, EU em revolta de soluços não aceito que partiste, enrolo-me entre lágrimas, soluços silenciosos, até isso me foi proibido, não por ti tu já nada dizes, mas pelos que me rodeiam sim partiste um dia na alegria do teu viver sorrindo deste um até logo uma festa no meu rosto unindo os nossos lábios um breve beijo que eu poderia ter prolongado, mal sabia eu que seria o último beijo, o último sorriso, o último afago, o eterno despedir o não mais regressar ao nosso lar.
Nada posso fazer e, sem hipocrisias apenas lembrar, perdurar, por este meio o que fomos o que senti pelo tempo que passamos em uníssono e dizer-te fazes-me falta, não pelo que vivemos esse tempo foi bom, mas pelo que podíamos ter vivido, envelhecendo lado a lado amparando-nos mutuamente e viver o que não vivemos para dar tudo aos filhos esses que hoje se revoltam contra a morte e contra quem lhes deu o ser!...tu sabes o que escrevo o sofrimento é visível em cada dia os maus tratos (psic) nem se falam, por isso rogo leva-me contigo estejas onde estiver para tentar viver o que não vivemos aqui na terra, vá sonha acordada e sem futuro, fazes-me falta.
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Texto tão belo quanto nostalgico, toca-me muito porque sou sentimental e porque conheço a mesma dor... bem haja quem assim "transpira" emoções.
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