sábado, 11 de julho de 2009
Pedinte
No meu silêncio sentido encontro as palavras que outrora te diria, afagando os teus cabelos emaranhados de caracóis e teus olhos da cor do céu olhando os meus afogando-nos no embate do nosso s sentidos, rimos choramos e fomos felizes, a partilha que tínhamos era uma comunhão de sentidos de ser e estar, que só o teu respirar era o meu o viver era em uníssono, até um dia que te lembras-te ou alguém se lembrou de te levar, para onde nem sei, se para o céu ou inferno, seja como for está bem melhor que eu.
Inferno é o meu viver sem motivações, deambulo pelo mundo procurando aquilo que já foi e, apenas encontro falsidades, mentiras invejas sendo este viver em abandono, abro as mãos como um pedinte, pedindo nem sei o quê, um carinho um afago e, olhando num marejar de lágrimas que só em sonhos de sorrisos a porta do firmamento se abriu, deixando sair um bando de pombos brancos exalando Paz.
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