sexta-feira, 10 de julho de 2009

Respingo

Sentada na areia olhando o horizonte onde aquela bola de fogo se punha vem devagar querendo misturar-se com os novelos em brancuras de nuvens que em torvelinhos se misturavam lançando chispas de fogo por todo o universo visível no meu olhar. Envolvo-me num mar revolto de espumas esbranquiçadas batendo na areia como se mensagens se tratassem e, transmitindo-me em sons que só eu sei descodificar a morfologia de palavras que não são ditas apenas repensadas. Penso repenso e medito mas porquê? Questiono-me, que recolho eu dos meus pensamentos das minhas vozes, dos sentimentos, das recriminações em faltas dos muitos deveres in/cumpridos, para quê ouvir o que não devo, tento fugir, de um lado tenho terra do outro o mar e, esse deve ser o meu refugio, Ele entende o meu afogar em prantos onde as minhas lágrimas se misturam com o seu sabor salgado, onde tantas e tantas vezes me escondi por entre as rochas escondendo sentimentos perdidos e amordaçados pelo silêncio de não fazer ninguém sofrer ou até ao cúmulo de dizerem a “mulher é doida”, escondo-me de mim do mundo ao redor, sabendo o que sou, o que sinto, por querer viver e reviver o sol de um fim de tarde em sonhos de fogos ardentes flamejando chamas escandecentes, sei que, a inércia do meu ser do meu sentir provoca uma letargia em mim querendo construir aquela que um dia fui e que lutarei para continuar a ser. EU MESMA! Só assim sei viver e sentir respirando as flores do orvalho da manhã onde sinto o cheiro da maresia chegar com respingo de água salgada.

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